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Curitiba
Na chegada
o corpo encolhe Puxo a voz interna, ouço: nem tudo a gente escolhe Tudo novo, tudo longe, tanta gente, tanto rosto aqui se esconde Vim ver, morar Ver se aqui viver Alertas, avisos, Prevenções e precauções Cidade grande, acelerada, Disseram que por vezes malvada Engano. Encanta-me, absorve, Ganha meu gostar quanto mais eu olhe Povo frio, que nada. Amigos aquecidos, sempre queridos. Estação fria, sim, gelada. Essa foi a cidade que vi, a cidade a quem me entreguei. Mais aprendi de mim, tão sozinha nela andei. Nela não fiquei, pouco tempo morei. pouco tempo vivi. Não raro Volta a lembrança bem lá na distância saudade me engole a cidade sorri, não dorme A cidade acolhe.
Lucia Sant ini
Enviado por Lucia Sant ini em 15/10/2010
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